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Enterrar a mãe

 O dia da morte de uma mãe é libertador. O rito deve ser individual, não propenso a plateia que comparece a dizer nada sobre a vida dela. O importante é saber que nesse dia, as lembranças e tudo é enterrado também. As memórias, o amor, os valores, os erros, enfim tudo que é dela acabou com ela, percebe-se que como filha você irá passar ser outra pessoa. Os ideais podem até permanecer, a sabedoria e até a loucura. O pior quando fica vivo apenas a loucura. A defesa psicológica que por ser mulher terá de escolher profissões de mulheres para ficar protegida. Ela era mulher de fé e creio que ela deve ter encontrado na sua vida na glória, mas a mim seria filha que seria "como suas tias". a sua sabedoria mais me ensinou sobre ser uma pessoa excluída, pois o amor divino não era igual a dela. Ela sabia da fé. As tias fugiram de casa aos dez anos e viviam em clubes até serem resgatadas por homens que chamariam de maridos, assim com a vida apresentável compareciam nos almoços de domingo...

Fogo na cama

 A Elina dormia com os filhos menores na cama. O louco aparece na sua loucura e ateia fogo na cama por raiva dela. Os filhos mais velhos já estão em outras fazendas. As crianças menores dormem. A mulher grita e tira todos seus filhos dali e o quarto em chamas é visto de longe. Os outros pegam seus cavalos para acudir. O louco, Obia apenas deita ao pé da árvore e dorme sem nunca saber se foi real ou não. Os outros ajudam a mulher e crianças em suas casas, afinal eram cinco crianças de nove filhos. Ano aproximado: 1926-1928.